No começo de novembro, o desembargador Adriano Roberto Linhares, do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), gerou polêmica ao dizer que a Polícia Militar teria que “acabar”. Ao longo do mês, policiais militares foram alvo de críticas por atuações desproporcionais em várias unidades da federação. Dois casos foram emblemáticos: a execução de um cachorro dentro da casa de uma família no Distrito Federal e a omissão de uma PM fardada que se negou a ajudar um jovem negro ameaçado por uma arma de fogo. Em cenário de crise das corporações pelo país, se reacende o debate da desmilitarização.

Na avaliação de Jonas Sales, advogado membro da Comissão de Igualdade Racial da Seccional do DF da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF), para problemas estruturais, como é a violência policial contra a população mais vulnerável, as medidas de combate devem ser igualmente estruturais, e a obrigatoriedade do uso de câmeras em todo e qualquer policial militar, de maneira ininterrupta, seria um eixo central.

“Não há esta ou aquela atitude que, por si só, terá a capacidade de mudar um sistema e uma cultura de violência secular por parte da Polícia Militar. Mas alguns eixos são centrais no meu modo de ver, para que se possa ter efeitos reais na redução da violência policial, como o uso de câmeras, o estudo, tanto de direitos humanos quanto de letramento racial, e a punição exemplar, já que são militares e seguem em diversos aspectos a hierarquia do Exército.”

Confira a reportagem completa do Metrópoles com o advogado Jonas Sales:

https://www.metropoles.com/distrito-federal/pm-o-que-e-desmilitarizacao

https://primeirojornal.com.br/2023/11/o-que-seria-acabar-com-a-pm-o-debate-polemico-da-desmilitarizacao/

https://fatonovo.net/o-que-seria-acabar-com-a-pm-o-debate-polemico-da-desmilitarizacao/